A Formalidade do Casamento e o Sexo Livre.
Publicado por Jesus pode mudar sua vida! em 15 julho 2011
óleo sobre tela, de Eugene Blass
Poderíamos entender o casamento como união espontânea entre pessoas, em afeto, diante de Deus e com perspectivas de que de certo. Todo cerimonial que se criou através do casamento é cultural e em outros pontos é cabível dentro da formalidade da lei.
Existe também o conceito religioso que é uma criação muito posterior da Igreja Católica. O casamento sempre foi um ato consensual que somente no século XII se tornou um ato solene através da religião.
Para Chauí, o casamento é transferido da casa paterna para a Igreja (primeiro à porta; depois para dentro)“garantindo o controle eclesiástico sobre a sociedade”.
O casamento jurídico, especificamente, tem ou não existido na história dos povos. Para Chauí “Somente com a consolidação das revoluções burguesas, com aquilo que alguns designam como o ‘desencantamento do mundo’ (isto é, a perda do poderio religioso católico-romano sobre a sociedade) e com o advento do Estado moderno, o casamento passou a ser cerimônia civil, sob o controle do Estado”.
O conceito é de que o sexo traz união matrimonial e entrelaça normalmente na expectativa de uma vida amorosa e outros conceitos são adjetivos, importantes sim dentro das comodidades individuais e necessárias, mas não essenciais. A prática religiosa contemporânea, contudo, e infelizmente, parece ter invertido essa escala de importância. Tornando aquilo que era enpontaneo em formal e dando um impacto de importância no cerimonial, além do mais começamos a casar de “papel passado” e o amor, a responsabilidade e a qualidade dos relacionamentos ficaram em último plano.
Com isso para eliminarmos um “papel passado” criamos outros papeis para nos livrar do primeiro papel (desquite e depois divórcio).
O casamento neste ponto acaba se tornando uma garantia. O amor poderia ser essa garantia e não o papel, mas as pessoas ainda não amadureceram para depositarem tanta confiança assim no amor e preferem exaltar o sentimento de posse através do contrato e juramento solene dentro da sua religião para satisfazer moralmente a sociedade.
“A certidão de casamento em si não constitui o casamento. A certidão de casamento para o inconsciente do homem sexualmente tímido nada mais é do que uma permissão para manter relações sexuais”. (Reich)
Por que, para Deus, é mais importante o registro formal de casamento do que o amor, no tocante à liberação da prática sexual?
Por que a formalidade em um casamento sem amor é mais válida por causa de um papel?
E um relacionamento livre com amor e sexo bom é pecaminoso?
Paulo em I Coríntios 7.2 diz:
2 Mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido. Palavras de Paulo…
‘se não podem conter-se, casem. pq é melhor casar do que abrasar-se’Se você vê na carta aos coríntios, Paulo deixa claro que está falando de SEXO COM PROSTITUTAS e não sexo sem papel assinado ou benção pastoral… “Acaso pode um membro de Cristo juntar-se com uma prostituta?” É uma das questões centrais dele na epístola”.
Abrasar-se = prostituição, sexo com prostitutas.
Corinto era uma cidade portuária, famosa também pela prostituição feminina e masculina.
Basta ler a epístola inteira pra se entender o contexto. Não precisa ser o mega-blaster-supra-supremo teólogo para entender as recomendações de Paulo. É só querer entender.
Separando o que é doença e não pecado, sexo é bom e ainda mais quando é feito por amor. Não quero dogmatizar o que é ou o que não é pecado por que isso é ruim. Existem casos e casos e o erro não está em um ato isolado, mas está na motivação em que se pratica tal ato. O erro não nasce nos órgãos sexuais e nem é preciso repudiá-los. Todo erro sai do próprio intento do individuo. E motivações pessoais não dão para regulamentar com listinhas do que é pecado e do que não é pecado.
Contudo não quero dizer que se você transar terá um compromisso eterno e inflexível com alguém. Tudo que for feito, em comum acordo, onde pessoas não fiquem magoadas e se houver magoa que aja no mínimo a busca de um entendimento. E no demais, sexo é bom eu recomendo, ainda mais quando é livre não do compromisso, mas da obrigação de ter um compromisso. Muitas vezes o compromisso é conseqüência de uma relação.
Como diria a raposa ao pequeno príncipe:

